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Livres Livros: um projeto de amor e incentivo à leitura

 

Raíssa Martins / Foto: acervo Livres Livros

Um projeto que une a paixão pelos livros e a vontade de oferecer algo relevante para a sociedade: esse é o Livres Livros. A iniciativa começou em 2015 e minibibliotecas livres em forma de casinhas de madeira foram instaladas em espaços públicos se espalhando por diversos bairros de Salvador, e mais outras cidades. Cada casinha conta com a ajuda de voluntários, que se comprometem a mantê-la limpinha e organizada e também da população, que interage com ela, pegando um livrinho, deixando outro, lendo sozinho ou para uma criança.



 

Segundo os idealizadores, as casinhas são um marco físico do projeto, mas a iniciativa é bem mais ampla, pois integra pessoas, empresas e o poder público em um único propósito. Incentivar a leitura é o caminho para provocar as comunidades de maneira construtiva, convidando as pessoas a olharem para dentro de si e a buscarem seus sonhos, praticando a autorresponsabilidade. As pessoas podem pegar ou deixar livros. A troca é livre, sem burocracia ou exigências, baseada apenas na consciência e no valor de uma iniciativa como esta. O leitor pode pegar um livro em uma das casinhas e devolver em outra. O essencial é que ele leia e seja tocado pela ideia de fazer os livros circularem em bom estado. 



 

“Acreditamos que incentivar a leitura é um passo importante para a educação, por isso provocamos as pessoas a desejarem o conhecimento, através da literatura e de livros que convidem a sonhar”, argumenta Raissa Martins, escritora, empreendedora e fundadora do Livres Livros. O projeto Livres Livros tem como referência a Fundação Americana Little Free Library, que atua com o objetivo de dar acesso a leitura de forma gratuita, dialogando com a comunidade e com a participação da sociedade numa troca de livros infinita: “Deixe um livro, Leve um livro".


Para conhecer mais sobre o Livres Livros: www.livreslivros.com.br.





Chupeta: uso prolongado pode causar problemas na saúde das crianças

Maria Clara já completou três anos, mas não consegue ficar sem a chupeta. Se é para dormir, ou para ser "acalmada", a chupeta está sempre por perto, ao alcance das mãozinhas e da boca. "Já tentamos tirar, mas não teve jeito. Sem a chupeta, ela chora muito, e aí acabamos ficando com pena e devolvendo a chupeta para ela", afirma Fabiana dos Santos, mãe da Maria Clara.

Apesar de parecer algo normal, a utilização da chupeta por muito tempo pode desencadear problemas na saúde bucal das crianças. Alguns deles são ortodônticos, como dificuldade na mastigação, desalinhamento dos dentes e alterações nas cavidades orais. "Eu sei que é necessário tirar a chupeta e tenho medo que ela desenvolva alguns problemas. Mas, não é tão simples assim", conta Fabiana.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a criança que utiliza chupeta costuma mamar menos do que a que não utiliza. Isto acontece porquê a sucção da chupeta é diferente do peito. "O uso de chupeta tem sido identificado como um fator associado à menor duração do aleitamento materno (AM) e do aleitamento materno exclusivo (AME) em estudos observacionais, com evidências consistentes de que o desmame precoce entre um e 24 meses é mais frequente em crianças usuárias de chupeta, quando comparadas com crianças que não possuem esse hábito", aponta.

O uso excessivo da chupeta também pode provocar otite média aguda. "A otite média é caracterizada pela presença de líquido no ouvido médio. Na sucção da chupeta, não é exigido o mesmo nível de organização e pressão negativa que na sucção da mama, não existindo o constante estímulo do músculo tensor do palato membranoso, o principal responsável pela abertura da tuba auditiva e que tem um importante papel na prevenção das otites médias. Estudos apontam uma ocorrência 33% maior de otite média nas crianças menores de 18 meses que utilizam chupeta", afirma um estudo da SBP.

Mas, e para as mamães e para os papais que ainda não conseguiram tirar a chupeta dos pequenos, o que é possível fazer?

1. Tenha paciência

Entenda que se a criança estiver acostumada, não será tão fácil fazer ela esquecer. Com paciência, é possível mostrar que ela pode ficar sem este objeto.

2. Vá aos poucos

Retirar algo que se gosta de vez é frustrante para qualquer pessoa. Agora pense como é para as crianças. Então, aos pouquinhos, vá retirando a chupeta, alternando os horários de uso, oferecendo brinquedos para distraí-las etc.

3. Tempo

Compreenda que as pessoas são diferentes e que você não deve comparar o tempo de uma criança com o tempo de outra. Frases como "Fulano não usa mais a chupeta faz tempo" ou "Na sua idade fulano já não usava chupeta" não devem ser utilizadas neste processo.

4. Resista

Após retirar a chupeta, a criança vai pedir. Resista, insista que ela não precisa mais.

5. Converse

A conversa é fundamental em qualquer fase da vida. Não pense que a sua criança, por menor que seja, não compreende.


Girafas não sabem dançar

Pense em uma girafa completamente desengonçada... pensou? Pois é o Geraldo! Ele é tão desengonçado que se correr, troca as pernas e se estatela no chão. Mas, se tem uma coisa que o Geraldo gosta é de dançar, mesmo sem saber, mesmo sendo desengonçado. O que não falta no Geraldo é coragem!

E você, é corajoso assim quando quer fazer alguma coisa? Que tal aproveitar este livro para conversar com as crianças sobre a coragem de fazer até mesmo o que parece ser impossível? Vamos mergulhar nessa dica de leitura?

Livro: Girafas não sabem dançar
Autor: Giles Andrade
Ilustração: Guy Parker-Rees
Idade: a partir dos 2 anos
Editora: Cia das Letrinhas



Dinheiro compra tudo?

"Dinheiro é importante? Sim, é! Mas dinheiro não é tudo!". Essa é uma frase comum entre as pessoas que sabem o valor do dinheiro, mas, sobretudo, sabem o valor de todas as coisas que o dinheiro jamais será capaz de comprar. E é justamente isso que as crianças precisam compreender: dinheiro não é tudo, dinheiro não compra tudo! Dinheiro não compra saúde, não compra amor, não compra alegria, não compra família, não compra amizade!

Atentos à necessidade de falar sobre este assunto, nós escolhemos como dica este livro que vai ajudar na educação financeira dos pequenos. 

Livro: Dinheiro compra tudo? 

Autora: Cássia D'Aquino 

Editora: Moderna



O rabo do gato

Os bichos estão em polvorosa! Você acredita que agora foi o sapo que colocou um rabo de gato e, simplesmente, não sabe mais quem ele é. Estranho isso, né?! De repente, aparece uma sapa e ele vai, aos poucos, descobrindo que ele não é um gato, mas sim um sapo!

Vamos conferir essa história?

Livro: O rabo do gato

Autor: Mary França

Ilustrador: Eliardo França

Editora: Ática (24ª edição)

Idade de leitura: de 3 a 5 anos



Aprendendo sobre virtudes

Piedade, alegria, honestidade e fé são algumas das inúmeras virtudes que precisam ser exercitadas todos os dias. Para ajudar, nada melhor do que um livro que fala sobre a importância de cada uma delas e de colocá-las a serviço do próximo. 

Aproveite essa dica de leitura para estimular e despertar as virtudes, de modo especial a bondade, nas crianças.

Boa leitura!

Livro: Aprendendo sobre virtudes - Um manual para se tomarem boas decisões

Autora: Juliette Garesché Dagas

Ilustrador: R. W. Alley

Editora: Paulus


Período do desfralde exige paciência e atenção dos adultos

Cada fase da vida de uma criança é um momento de descobertas não só para os pequenos, mas para toda a família. Uma destas fases acontece quando chega o momento de deixar de utilizar as fraldas. Para muitos papais e mamães este pode ser um período muito difícil, já que os meninos e meninas ainda não conseguem controlar o próprio corpo e acabam fazendo xixi por toda a casa, como se ainda estivessem utilizando as fraldinhas.

Quem viveu isso recentemente foi a psicopedagoga Maria da Glória Rocha. Mãe de dois meninos, um deles com 3 anos, no início de 2021 teve início o desafio: desfraldar o Gabriel. "Nós conversamos com ele, que ainda estava com 2 anos, que já estava na hora de começar a fazer xixi no vaso sanitário. No início foi difícil, mas depois ele começou a conseguir", afirma.

Para que o Gabriel desse os primeiros passos nessa nova etapa, mamãe e papai redobraram a atenção. "A todo momento perguntamos para ele: 'Gabriel, quer fazer xixi?'. Fizemos isso por vários dias, diversas vezes ao dia, até ele começar a nos avisar que estava com vontade de fazer xixi. Todas as vezes nós o acompanhávamos até o banheiro, até que percebemos que ele já estava indo sozinho. Porém, ainda o supervisionamos, para evitar que ele suba no vaso sanitário, por exemplo", comemorou a mamãe do Gabriel.

Para que a "separação" das fraldas acontecesse de maneira tranquila, desde que começou a andar, Gabriel foi estimulado a entender que precisava jogar as fraldinhas no lixo. "Quando a gente trocava a fralda dele, era ele mesmo quem já pegava e já jogava no lixo. Assim ele foi entendendo que a fralda não era parte dele, mas sim um objeto que precisava ir, aos poucos, se desfazendo", conta Maria da Glória.

Se você está passando por este período do desfralde do seu bebê, confira algumas dicas que a nossa equipe separou:

- Incentive a criança a ir ao banheiro e a utilizar o penico ou o vaso sanitário;

- Ofereça cueca (meninos) ou calcinha (meninas) confortáveis e com estampas coloridas e divertidas;

- Tenha uma estratégia. Normalmente, os papais e as mamães retiram a fralda durante o dia e deixam somente à noite;

- Deixe a criança com roupa fácil de tirar, de modo que ela comece a se desvestir sozinha;

- Converse com a criança todos os dias sobre esse assunto e tenha paciência. Não fique bravo caso ela faça xixi na roupa. Lembre-se que ela está aprendendo e todo aprendizado leva tempo.



Até as fadas usam óculos

Você sabia que as fadas também usam óculos? Não?! Pois hoje você vai conferir a dica de um livro que conta a história da Lili, uma linda fadinha que iniciou na escola das fadas, mas que percebe não estar enxergando direito.

A Lili agora vai precisar utilizar óculos, mas você sabia que ela ficou ainda mais linda? Que tal conferir essa aventura?

Boa leitura!

Livro: Até as fadas usam óculos

Autora: Sienna Williams

Editora: Ciranda Cultural (1a edição - 1° de janeiro de 2017)


O pintinho que nasceu quadrado

Carola colocou um ovo... e que susto: o ovo é quadrado! Mas, quem já viu um ovo quadrado? Como será que vai nascer esse pintinho? Nossa, como a Carola ficou preocupado.

Quando o pintinho nasceu, eis que ele também era quadrado! Como foi impedida de ficar no galinheiro, Carola parte com o pintinho em busca de um lugar onde o seu filho possa ser criado com respeito e dignidade. E agora?

Agora, vamos ler esse livro super interessante, que mostra que todos, absolutamente todos, são diferentes e nem por isso tem alguém menos ou mais importante.

Boa leitura!

Livro: O pintinho que nasceu quadrado

Autoras: Regina Chamlian e Helena Alexandrino

Editora: Global Editora (1º de janeiro de 2997)




O abraço perfeito

Abraçar é tão bommm, mas receber um abraço é ainda melhor. No abraço nós nos sentimos protegidos, acolhidos, amados! Uma certa raposa quer assim se sentir e vive em busca do abraço perfeito. Mas, como será esse abraço?

Vamos ajudá-lo a descobrir?

Livro: O abraço perfeito

Editora: Ciranda Cultural (1ª edição - 1 de janeiro de 2018)

Idade de leitura: 0 a 3 anos



Gabriel, já para o banho!

Pense que todo dia é a mesma história:

- Hora do banhoooo!! Mas, cadê o Gabriel?

Sumiu! Se falar em banho, não adianta chamar o Gabriel. Ele simplesmente foge! E qual é a criança que não tenta escapulir dos banhos, ainda mais quando está no meio da brincadeira?

No caso do Gabriel, o engraçado é que ele não gosta de tomar banho, mas quando está embaixo do chuveiro é um trabalhão para fazê-lo sair! Mas, como será que o papai, a mamãe e até mesmo a irmã do Gabriel conseguem lidar com esta situação? Vamos descobrir?

Boa leitura!

Livro: Gabriel, já para o banho!

Autor: Ilan Branman

Ilustradora: Silvana Rando

Editora: Brinque-book (1ª edição - 19 de agosto de 2019)



Capoeira oferece inúmeros benefícios para as crianças

Alongar o corpo, ajudar na disciplina, melhorar os reflexos e ajudar na coordenação dos movimentos corporais. Estes são alguns dos inúmeros benefícios da capoeira, que, para quem não sabe, é uma expressão cultural que envolve música, dança, acrobacias e até mesmo artes marciais. Para iniciar, não há uma idade específica e quanto mais cedo, melhor.

Para falar sobre as maravilhas que a capoeira é capaz de fazer na vida das crianças, nós entrevistamos o contramestre Capacete, do grupo de capoeira São Bento. Confira este bate-papo:

Meu Catavento Colorido - Quais são os principais benefícios da capoeira para as crianças?

Contramestre Capacete - A capoeira trabalha a coordenação motora, trabalha a lateralidade, trabalha a inibição da criança e a musicalidade, entre muitos outros benefícios que a capoeira oferece para a criança.

Meu Catavento Colorido - Além de melhorar questões relacionadas à saúde física, de que forma a capoeira pode auxiliar na disciplina infantil?

Contramestre Capacete - Na minha opinião, a respeito da disciplina, isso varia da postura do seu professor. Se ele não sabe impor respeito para com seus alunos, o aluno também não vai saber o que é respeitar o próximo.

Meu Catavento Colorido - Como capoeirista, de que forma você observa os primeiros passos das crianças nesta expressão cultural?

Contramestre Capacete  - Eu vejo como uma coisa maravilhosa, afinal a capoeira é muito lúdica. O professor não tem que ensinar só capoeira para criança, ele tem que brincar de fazer capoeira, pois isso faz com que a criança, mesmo brincando, aprenda a respeitar, não só o professor mas também os colegas e seus pais.

Meu Catavento Colorido - Que mensagem você, enquanto capoeirista, pode deixar para os pais que ainda não se decidiram em inserir as crianças nessa expressão cultural?

Contramestre Capacete - Que os pais permitam que seus filhos pratiquem a capoeira e, com o tempo, eles vão ver o quanto a capoeira vai fazer bem. Além disso, se eles puderem praticar também, ajuda mais ainda na convivência, entre pais e filhos.

Meu Catavento Colorido - Que mensagem você deixa para as crianças que já mergulharam no mundo da capoeira?

Contramestre Capacete - A minha mensagem para as crianças é que elas não parem de praticar capoeira, respeitem sempre seus pais e seu mestre [professor de capoeira]. Também peço que elas se dediquem dediquem a aprender a tocar os instrumentos da capoeira, bem como na musicalidade, na perfeição de cada movimento, por que um capoeirista tem que ser completo, saber tocar, cantar, jogar e aprender o golpe mais importante da capoeira, que é a humildade.



O relógio só tem pressa na hora que quer

Luiza queria brincar, mas todas as vezes o relógio parecia acelerar. Acelerava tanto que quando a menina se dava conta,  mamãe já estava chamando para almoçar. Já quando chegava a hora do descanso ou de estudar, pense que o relógio parecia ficar mais lento...

A história de Luiza faz você lembrar dos bons momentos da infância, quando se queria mais tempo para brincar, porém a hora parecia voar? Então, aproveite para contar essa história divertida e cheia de rimas para as crianças!

Boa leitura!

Livro: O relógio só tem pressa na hora que quer

Autora: Renata Fernandes

Ilustração: Heitor Neto

Editora: Letra A


Cabelo ruim? A história de três meninas aprendendo a se aceitar

Descobrir e aceitar a própria beleza, muitas vezes, é um grande desafio para as crianças, de modo especial para as meninas. Quando pequenas, elas tendem a observar umas às outras e, se não houver o acompanhamento dos pais e educadores, as comparações podem ser prejudiciais.

Isso é muito comum, entre outras coisas, quando o assunto é cabelo. Quem nunca ouviu a expressão "cabelo ruim"? E quantas meninas passaram a sentirem-se feias a partir deste tipo de colocação pelas próprias amiguinhas?

Pensando nisso, a equipe do Meu Catavento Colorido separou uma dica de leitura muito bacana para hoje: Cabelo ruim? A história de três meninas aprendendo a se aceitar. É importante destacar que este livro não é apenas para quem já ouviu esta expressão, mas sim para todas as crianças, afinal cada uma delas precisa aprender a descobrir e a aceitar a maravilha que é!

Boa leitura!

Livro: Cabelo ruim? A história de três meninas aprendendo a se aceitar

Autora: Neusa Baptista Pinto

Editora: Tanta Tinda (3ª edição 1º de janeiro de 2012)


O sapato que miava

Era uma vez uma senhora que se chamava dona Velha. Ela morava em uma casa velha e tinha um gato que vivia dentro do seu sapato. Dona Velha resolveu ir à feira e, sem perceber, calçou o sapato com o gato dentro. A cada passo, o gato miava e miava e miava e miava...

No meio do caminho, dona Velha encontrou um velho que estava com um cachorrinho. Ao perceber que seria presa fácil, o gato saiu pulando dentro do sapato da dona Velha, sendo seguido pelo cachorro do velho. Que confusão!

Será que o cachorro vai pegar o gato? Será que o sapato vai voltar para o pé da dona Velha? E o velho e a velha?

Eita história divertida que vai dar muito pano para manga!

Livro: O sapato que miava

Autora: Sylvia Orthof

Ilustrações: Ivan Zigg

Editora: FTD



Não!

Quem tem cachorro sabe a alegria que um animal de estimação traz para toda a família. Dá até para ver quando eles estão felizes ou tristes (já percebi, por exemplo, cachorro dando risada). Mas, e do ponto de vista dos bichinhos, como será que eles se sentem?

Não é um cachorro muito alegre que acredita sempre estar agradando a família que o acolheu. Ele acredita que se sujando na lama fica ainda mais bonito, que pode roer as meias e chinelos, que pode rasgar roupas e por aí vai. Ele não sabe que isso é tão errado e, como sempre escuta Não! acha que está que esse é o próprio nome.

Esse livro é super divertido e vai fazer os pequenos darem muita risada. Aproveite e leia com eles!

Boa leitura!

Livro: Não!

Editora: Brinque-book (1ª edição - 17 de maio de 2012)

Autora: Marta Altés

Ilustração: Gilda de Aquino


Do outro lado da tela: crianças se adaptam à realidade das aulas remotas

Tiago Rodrigo se dedica aos estudos e busca concentração nas aulas remotas
Tiago Rodrigo tem 10 anos e está no 6º ano do Ensino Fundamental II. Este ano, ele mudou de escola, mas, como em 2020, Tiago está tendo aulas na modalidade online. "Eu prefiro as aulas presenciais. Embora eu esteja conhecendo os meus novos colegas, pois eu estou no grupo da escola, eu prefiro estar perto deles" conta.

Assim como para Tiago, as aulas remotas são uma realidade para milhões de estudantes em todo o país, medida encontrada para manter o ensino mesmo em meio à pandemia. Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED) aponta que 67% dos estudantes se queixam das dificuldades em organizar e em estabelecer uma rotina de estudos. Inclusive, na pesquisa, a rotina escolar é apontada como uma das principais saudades dos alunos.

De acordo com a professora de Filosofia dos Ensinos Fundamentais I e II, Rosângela Martins da Conceição, as aulas remotas são o recurso disponível diante da realidade atual, mas que não irão substituir as aulas presenciais. "Entre os principais desafios estão o contato físico, as dúvidas que surgem e os problemas tecnológicos. 'A conexão não está boa, faltou energia o celular descarrego', entre outros", afirma.

Mas, como tudo tem o lado bom, a tecnologia também tem sido aliada neste processo. "Eu tenho aprendido muitas coisas novas", afirma Tiago, que conta de perto com o acompanhamento dos pais na realização das tarefas. A presença dos pais no processo de aprendizagem dos filhos é fundamental, seja presencialmente, seja à distância. "Os pais devem incentivar o máximo que puderem, para que as crianças não fiquem no ócio, com ansiedade, sem perspectiva de vida. Está sendo difícil para todos", assevera a professora Rosângela.

Para ajudar as crianças a melhor compreenderem os assuntos, bem como na concentração durante as aulas, a professora Rosângela tem apostado em muita criatividade. "As crianças não estão maduras. Assim, torna-se necessário que pais e professores vejam uma forma de atingi-los. A ludicidade pode ajudar também: muita criatividade, paciência e empatia", orienta.

E para você e as crianças, como tem sido este momento de adaptação às aulas remotas?





Viviana Rainha do Pijama

Quem, quando criança, nunca pediu aos pais para fazer uma festa do pijama? Quando a brincadeira é liberada e os amiguinhos são convidados, essa é uma noite que ninguém dorme, mesmo todos vestidos de pijama.

Viviana, uma alegre menininha, ama pijamas e começou a pensar o que os bichinhos vestem para dormir. Mas, será mesmo, Viviana, que os bichinhos vestem pijamas? E se vestirem, como serão? Vamos descobrir junto com a Viviana?

Boa leitura!

Livro: Viviana Rainha do Pijama
Autor: Steve Webb
Editora: Salamandra (1ª edição - 1º de janeiro de 2006)



Cara de quê?

Que cara é essa? Cara de quê? Eita que essas perguntas são comuns, não é mesmo? Comuns são também as emoções que, ao expressarmos, fazemos as mais diversas caras: às vezes de alegria, às vezes de tristeza, às vezes estamos cansados, às vezes elétricos, às vezes chateados, às vezes tranquilos, às vezes nervosos... que cara é a sua agora?

O livro "Cara de quê?" que indicamos hoje, vai ajudar a ensinar as crianças a descobrirem e reconhecerem as emoções nas outras pessoas. Ao olhar para o rostinho dos irmãos, dos amiguinhos e dos adultos que cuidam deles, os pequenos vão saber identificar o que pode estar acontecendo.

Confira!

Livro: Cara de quê?

Editora: Catapulta (edição - 10 de abril de 2019)

Faixa etária: bebê até 3 anos


Policarpo, o inseto desclassificado

Policarpo acabou de sair do ovo e se deu conta que está em meio a uma mata. Na verdade, ele nem sabia que ali era uma mata, já que não encontrou ninguém que pudesse explicar... aliás, pior do que não saber onde está é não saber quem é!

Coitadinho do Policarpo! Sem saber quem é, de onde veio e para onde vai, ele saiu andando sozinho, em busca de alguém que lhe fosse semelhante. Mas, o pior: ele é um inseto raro e não consegue se identificar com ninguém, e nenhum outro inseto se identifica com ele. O que será que vai acontecer com o pequeno Policarpo?

Livro: Policarpo, o inseto desclassificado

Autores: Ana Cecília Carvalho e Robson Damasceno dos Reis

Editora: Formato (7ª edição - 1º de janeiro de 2020)


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