Hoje o nosso blog traz uma dica imperdível!Nós aqui do
Catavento, convidadas pelo Museu Eugênio Teixeira Leal, vamos participar do Varal Cultural, projeto de incentivo a leitura desenvolvido
desde 2007. O evento proporcionará uma tarde de contação de estória com o livro
A vingança do Falcão e oficina de
arte relacionada a mesma obra!
Sim, aqui no blog sempre incentivamos os
pais a lerem para seus filhos. Se vocês querem saber um pouco mais sobre como
contar estórias de maneira lúdica e interessante, não deixem passar essa
oportunidade!
O museu é um espaço educativo, com acervo
especializado para o público infanto-juvenil, com o objetivo de exercitar o
hábito da leitura, da pesquisa e a participação da comunidade, contribuindo
assim no processo de ensino e aprendizagem.
Localizado no bairro
do Pelourinho, um dos pontos históricos da nossa cidade, o Museu Eugênio
Teixeira Leal conta sempre com uma excelente programação cultural.Vamos lá! Venham nos conhecer e passar uma tarde bem animada! A entrada é franca!
O quê: Varal Cultural – contação de estória e oficina de arte
A dica de leitura de hoje é muito legal para, a partir dela,
começar uma conversa com as crianças sobre com quem elas acham que se parecem e
também para valorizar as características físicas de cada um. Confira!
Era uma vez uma menina muito, mas muito linda, com olhos
enormes que pareciam duas azeitonas pretas, os cabelos eram bem enroladinhos e
a pele era escura e lustrosa, como o pelo da pantera negra quando pula na
chuva. Para completar, a mãe gostava de fazer trancinhas no cabelo da menina e
colocava laços de fita, deixando-a ainda mais linda. Parecia uma verdadeira
princesa!!
Na casa ao lado morava um coelho de pelo branco, orelhas e
nariz rosado. O coelho não tirava os olhos da menina e a achava a mais linda de
todo o mundo. O sonho dele era ter uma filha tão linda como aquela menina.
Certo dia, o coelho resolveu se aproximar e perguntou: “Menina
bonita do laço de fita, qual é o teu segredo para ser tão pretinha?”. A menina
não sabia, mas resolveu inventar: “deve ser por que eu caí na tinta preta
quando era pequenina”.
O coelho saiu correndo e procurou uma lata de tinta preta.
Sem perder tempo, mergulhou na tinta e ficou bem negro. Ele nunca tinha ficado
tão feliz em toda a sua vida! Mas, de repente, caiu uma forte chuva e toda
aquela tinta saiu.
Foi então que o coelho resolveu voltar e perguntar mais uma
vez à menina: “Menina bonita do laço de fita, qual é o teu segredo para ser tão
pretinha?”. Ainda sem ter a resposta, a menina inventou: “deve ser por que eu
tomei muito café quando era pequenina”. E o coelho saiu correndo e bebeu tanto,
mas tanto café que perdeu o sono e passou a noite toda fazendo xixi.
Mas ele não desistiu. Voltou e procurou a menina: “Menina
bonita do laço de fita, qual é o teu segredo para ser tão pretinha?”. A menina
não sabia, mas inventou: “deve ser por que eu comi muita jabuticaba quando era
pequenina”. O coelho saiu correndo, procurou um pé de jabuticaba e comeu tanto
que ficou tão pesado que nem conseguia sair do lugar. O máximo que conseguiu
foi fazer muito cocozinho.
Mas ele não desistiu. Resolveu voltar na casa da menina e
perguntou: “Menina bonita do laço de fita, qual é o teu segredo para ser tão
pretinha?”. A menina não sabia e já ia inventando. Mas a mãe dela, que estava
perto, respondeu: arte de uma avó preta que ela tinha”.
Foi aí que o coelho resolveu olhar as fotografias da família
e percebeu que a mãe da menina dizia a verdade, pois nós nos parecemos com os
nossos pais, avós, tios e até mesmo com os parentes mais distantes. E começou a
pensar que se ele quisesse ter uma filha linda e negra como a menina, ele tinha
primeiro que encontrar uma coelha preta.
E não demorou muito. Logo, andando pela rua, ele encontrou!
Era a coelha mais linda de todas. E em uma simples troca de olhares, eles se
apaixonaram, começaram a namorar, casaram e tiveram muitos coelhinhos (a gente
sabe que coelho quando começa a ter filhotes, não para mais). Eram coelhinhos
branco, cinza, branco malhado de preto, preto malhado de branco e até mesmo uma
coelhinha toda preta, afilhada da menina bonita do laço de fita.
E quando a coelha saía com o laço de fita amarrado ao
pescoço, sempre tinha alguém que perguntava: “coelha bonita do laço de fita,
qual é o teu segredo para ser tão pretinha?”. E ela sempre respondia: “conselhos
da mãe da minha madrinha”.
Hoje recebemos um lindo presente da Cortez Editora: o livro “A
cantina de dona Calabresa”, de autoria de Liana Leão.
Com lindas ilustrações de Márcia Széliga, a obra conta a
história de uma velhinha muito simpática que possuía uma cantina na escola e
adorava alimentar as crianças com as suas gostosuras. Como o prazer estava em
ver todos comendo, ela cobrava baratinho pelos lanches e a criançada que não
pode ver doces e salgados aproveitava.
Mas todo mundo sabe que alimentos cheios de doces e gorduras
faz mal, não é mesmo?! E criança se preocupa com isso? Para elas, muitas vezes,
o que importa mesmo é o sabor, e nada mais saboroso do que uma torta recheada
com chocolate ou morango, uma pizza de queijo e presunto e uma boa porção de
batatas fritas! Hummmm
Ao contrário de dona Calabresa, dona Clara tinha uma cantina
pouco movimentada, onde só tinham alimentos saudáveis: folhas verdes, beterrabas,
grãos integrais e frutas. Mas quase ninguém parava lá. Parecia mesmo que esses
tipos de alimentos não atraíam a atenção da garotada.
Enquanto os negócios iam muito bem para dona Calabresa, que
não parava de vender os salgadinhos industrializados, as frituras e os doces,
para dona Clara as coisas estavam muito difíceis e ela teve que fechar a
cantina.
Sem dona Clara por perto, dona Calabresa passou a caprichar
ainda mais nos saborosos quitutes. Desse jeito, pensava dona Calabresa, as
crianças vão ficar viciadas em doces e nunca mais vão gostar de frutas!
Até os professores só compravam as merendas na cantina de
dona Calabresa. O ano letivo foi passando e, de repente, já dava para notar que
alguma coisa estranha estava acontecendo: as crianças estavam cada vez mais
gordas. E não apenas as crianças, mas os professores também! O de Educação
Física então, coitado! E até as baratinhas que ficavam na cantina não
aguentavam mais andar de tanto comer.
As crianças estavam sempre cansadas, reclamavam que não
dormiam bem e estavam pálidas. Alguma coisa tinha que mudar!! Onde estava a
autoridade da escola?
E, de repente, lá vem ela: a diretora. Ela vê um enorme bolo
e se aproxima do lixo. Será que ela vai jogá-lo na lixeira? Que nada! Ela comeu
o bolo todinho!!
Mas a diretora começou a passar mal. Dona Calabresa, com
medo, pegou os seus porquinhos cheios de moedinhas e fugiu, enquanto os alunos
e professores chamavam um médico para socorrer a diretora.
Quando o médico chegou, logo ele verificou que a diretora
estava muito, mas muito doente e explicou que: “Comer direito não é comer
muito. Nem ser magra é garantia de que a senhora coma direito. Deve estar
comendo tudo errado: muito sal, muito açúcar, não come frutas, não come
verduras. Olhe essa cantina: que vergonha para a escola! Onde estão as frutas?
É assim que a escola está educando essas crianças para um futuro melhor? Vão
ficar obesos e fracos. Não vão conseguir aprender nada direito. Onde estão as
vitaminas? As proteínas?”, disse o médico.
E foi assim que resolveram chamar dona Clara de volta. Com
muito carinho e dedicação, dona Clara ensinou todos da escola, desde os alunos
até os funcionários, professores e a direção a comerem alimentos saudáveis. E a
cantina de dona Clara passou a ser muito movimentada.
Aproveite esta dica de leitura para conversar com os
pimpolhos sobre a importância de comer alimentos saudáveis na escola e em casa!! Ah, e não deixe de selecionar o lanche das crianças!!
Para Cledinalva, todo cuidado é pouco quando o assunto é leite Foto: arquivo pessoal
Desde
que as gêmeas Maria Alice e Maria Adélia nasceram, a vida de Cledinalva Nunes
mudou completamente. O sonho de ser mãe veio acompanhado dos desafios que esta
missão exige e de muitos sustos. O primeiro deles foi o parto prematuro das
meninas, com sete meses de gestação. Já o segundo tinha como sinal choro
constante, diarreia e vômito. Ela nem podia imaginar que a causa era apenas
uma: intolerância à lactose.
“Relatamos à pediatra o fato e por
conta da insistência e constância com que íamos à emergência a mesma pediu que
suspendêssemos o leite e fizemos uso do leite de soja. Por
serem duas, elas já estavam fazendo ingestão de leite (nan pro) para
complementar a mama. Começamos então a usar um leite de soja holandês
mais ou menos aos 6 meses de idade, o que mudou totalmente os hábitos
fisiológicos delas e melhorou a saúde”, afirma Cledinalva.
Assim
como Maria Alice e Maria Adélia, inúmeras crianças sofrem com a incapacidade
que o corpo possui em digerir lactose, que é um tipo de açúcar encontrado no
leite e em outros produtos lácteos “Muitas pessoas confundem até hoje a
Intolerância à Lactose e Alergia à Proteína do Leite de Vaca. São
coisas totalmente diferentes. A Intolerância à Lactose ocorre quando o
organismo não produz ou produz de forma insuficiente uma enzima chamada
Lactase, que quebra e decompõe a lactose. Como consequência, essa
substância chega ao intestino inalterada. Ali, ela se acumula e é fermentada
por bactérias que fabricam ácido lático e gases, promovem maior retenção de
água e o aparecimento de diarreias e cólicas”, explica a nutricionista materno
infantil, Micheane Alves.
A deficiência
de lactase pode ser classificada de duas maneiras: primária e secundária. Na
primária, a criança já nasce com propensão a tê-la, como no caso das gêmeas; já
na secundária, a intolerância é adquirida ao longo da vida, em virtude de
problemas intestinais. “Os sintomas variam de acordo com a maior ou menor
quantidade de leite e derivados ingeridos. Pesquisas mostram que 70%
dos brasileiros apresentam algum grau de intolerância à lactose, que pode ser
leve, moderado ou grave, segundo o tipo de deficiência apresentada, e melhoram
com a interrupção do consumo de produtos lácteos. A intolerância à lactose
antes do primeiro ano de vida é rara. É mais comum nessa faixa etária a Alergia
à Proteína do Leite de Vaca”, aponta Micheane.
Atenção
constante
O cuidado e a atenção de José Carlos e Cledinalva foram fundamentais para que a intolerância das meninas fosse identificada. Foto: arquivo pessoal
Os olhares
atentos de Cledinalva e do marido José Carlos foram fundamentais para perceberem
que havia algo errado com as meninas. Preocupados, correram para a emergência
diversas vezes, além de consultas com a pediatra que pediu para que eles
suspendessem a ingestão de leite pelas crianças. “Ainda não fizemos o teste de
ingestão por o tipo de intolerância delas ser deficiência congênita, ou
seja, por um problema genético, a criança nasce sem condições de produzir
lactase (forma rara, crônica) e elas perderem muito peso com facilidade”,
conta Cledinalva.
E tudo
mudou. Hoje, oito anos após o diagnóstico, a rotina da família é diferente da
maioria. Além de ler todos os rótulos de alimentos, bem como manusear com muito
cuidado aqueles que contêm lactose, Cledinalva fica atenta aos lanches na
escola e até mesmo nas festinhas de aniversário que as meninas participam. “Em festas de aniversário temos o cuidado com a distribuição de
guloseimas, de bolos e de salgados, por exemplo. Se vamos almoçar ou jantar
fora sempre chamamos o garçom ou cozinheiro para perguntar como foi feito o
arroz, o macarrão. Quando vamos viajar sempre levamos o lanche separado. Para a
escola temos de enviar o lanche, inclusive em dias festivos. É uma vigilância
constante. E, tivemos de aprender a conviver, principalmente, com os que acham
que é ‘frescura’ e ‘bobagem' dentro e fora do círculo familiar”, diz.
Mas, o que
fazer?
Ao notar
que a criança chora constantemente, sente cólicas acompanhadas de diarreia e/ou
vômitos, é necessário procurar ajuda médica. O pediatra é fundamental nesse
processo, pois pode solicitar os exames específicos para o diagnóstico. É
importante ressaltar que os pais devem ficar atentos e não agir sem a orientação
de um profissional.
“Se não
for bem tratada, a intolerância à lactose pode ir se agravando! É necessário, assim
que for confirmado o diagnóstico na criança, procurar logo um profissional
nutricionista para começar o tratamento, pois é preciso mudar a alimentação”,
salienta Micheane.
Aprender as cores é tão legal, não é mesmo?! Lembro que
quando eu era criança, eu costumava dar cor para os números, as palavras e até
mesmo para os sentimentos. Ainda me lembro das cores que eu dava para algumas
coisas, como, por exemplo, para os números (1 – branco; 2 – laranja; 3 –
amarelo; 4 – azul; 5 – vermelho; 6 – rosa; 7 – preto; 8 – verde; 9 – marrom; 0 –
branco e assim ia).
Mas, ainda bem que eu não sou a única! Olhem só esse
elefante que decidiu descobrir qual a cor do AMOR!
Algumas pessoas dizem que é vermelha, já que o amor está
relacionado às coisas do coração. Outras, podem ver o amor de diferentes cores.
Ele pode ser colorido, preto e branco, cinza, rosa, azul... e até mesmo verde!
Insatisfeito com as respostas que ouve dos animais da
floresta, ele corre para junto da mamãe, que lhe dá a melhor de todas as
respostas. Quer saber qual? É só abrir as páginas deste livro encantador que
conta com ilustrações e cores vibrantes para descobrir, ao lado dos pimpolhos,
a verdadeira cor do amor ♥
Esse livro é
indicado para crianças com idades entre 4 e 7 anos.