Uma tarde no museu


Hoje o nosso blog traz uma dica imperdível! Nós aqui do Catavento, convidadas pelo Museu Eugênio Teixeira Leal, vamos participar do Varal Cultural, projeto de incentivo a leitura desenvolvido desde 2007. O evento proporcionará uma tarde de contação de estória com o livro A vingança do Falcão e oficina de arte relacionada a mesma obra!
Sim, aqui no blog sempre incentivamos os pais a lerem para seus filhos. Se vocês querem saber um pouco mais sobre como contar estórias de maneira lúdica e interessante, não deixem passar essa oportunidade!
O museu é um espaço educativo, com acervo especializado para o público infanto-juvenil, com o objetivo de exercitar o hábito da leitura, da pesquisa e a participação da comunidade, contribuindo assim no processo de ensino e aprendizagem.
Localizado no bairro do Pelourinho, um dos pontos históricos da nossa cidade, o Museu Eugênio Teixeira Leal conta sempre com uma excelente programação cultural. Vamos lá! Venham nos conhecer e passar uma tarde bem animada! A entrada é franca!

O quê: Varal Cultural – contação de estória e oficina de arte
Onde: Museu Eugênio Teixeira Leal
Rua do Açouguinho, s/n – Pelourinho.
Quando: 10 de agosto às 14 horas



Menina bonita do laço de fita

A dica de leitura de hoje é muito legal para, a partir dela, começar uma conversa com as crianças sobre com quem elas acham que se parecem e também para valorizar as características físicas de cada um. Confira!

Era uma vez uma menina muito, mas muito linda, com olhos enormes que pareciam duas azeitonas pretas, os cabelos eram bem enroladinhos e a pele era escura e lustrosa, como o pelo da pantera negra quando pula na chuva. Para completar, a mãe gostava de fazer trancinhas no cabelo da menina e colocava laços de fita, deixando-a ainda mais linda. Parecia uma verdadeira princesa!!

Na casa ao lado morava um coelho de pelo branco, orelhas e nariz rosado. O coelho não tirava os olhos da menina e a achava a mais linda de todo o mundo. O sonho dele era ter uma filha tão linda como aquela menina.

Certo dia, o coelho resolveu se aproximar e perguntou: “Menina bonita do laço de fita, qual é o teu segredo para ser tão pretinha?”. A menina não sabia, mas resolveu inventar: “deve ser por que eu caí na tinta preta quando era pequenina”.

O coelho saiu correndo e procurou uma lata de tinta preta. Sem perder tempo, mergulhou na tinta e ficou bem negro. Ele nunca tinha ficado tão feliz em toda a sua vida! Mas, de repente, caiu uma forte chuva e toda aquela tinta saiu.

Foi então que o coelho resolveu voltar e perguntar mais uma vez à menina: “Menina bonita do laço de fita, qual é o teu segredo para ser tão pretinha?”. Ainda sem ter a resposta, a menina inventou: “deve ser por que eu tomei muito café quando era pequenina”. E o coelho saiu correndo e bebeu tanto, mas tanto café que perdeu o sono e passou a noite toda fazendo xixi.

Mas ele não desistiu. Voltou e procurou a menina: “Menina bonita do laço de fita, qual é o teu segredo para ser tão pretinha?”. A menina não sabia, mas inventou: “deve ser por que eu comi muita jabuticaba quando era pequenina”. O coelho saiu correndo, procurou um pé de jabuticaba e comeu tanto que ficou tão pesado que nem conseguia sair do lugar. O máximo que conseguiu foi fazer muito cocozinho.

Mas ele não desistiu. Resolveu voltar na casa da menina e perguntou: “Menina bonita do laço de fita, qual é o teu segredo para ser tão pretinha?”. A menina não sabia e já ia inventando. Mas a mãe dela, que estava perto, respondeu: arte de uma avó preta que ela tinha”.

Foi aí que o coelho resolveu olhar as fotografias da família e percebeu que a mãe da menina dizia a verdade, pois nós nos parecemos com os nossos pais, avós, tios e até mesmo com os parentes mais distantes. E começou a pensar que se ele quisesse ter uma filha linda e negra como a menina, ele tinha primeiro que encontrar uma coelha preta.

E não demorou muito. Logo, andando pela rua, ele encontrou! Era a coelha mais linda de todas. E em uma simples troca de olhares, eles se apaixonaram, começaram a namorar, casaram e tiveram muitos coelhinhos (a gente sabe que coelho quando começa a ter filhotes, não para mais). Eram coelhinhos branco, cinza, branco malhado de preto, preto malhado de branco e até mesmo uma coelhinha toda preta, afilhada da menina bonita do laço de fita.

E quando a coelha saía com o laço de fita amarrado ao pescoço, sempre tinha alguém que perguntava: “coelha bonita do laço de fita, qual é o teu segredo para ser tão pretinha?”. E ela sempre respondia: “conselhos da mãe da minha madrinha”.

Título: Menina bonita do laço de fita
Autora: Ana Maria Machado
Editora: Ática



A cantina de dona Calabresa

Hoje recebemos um lindo presente da Cortez Editora: o livro “A cantina de dona Calabresa”, de autoria de Liana Leão.

Com lindas ilustrações de Márcia Széliga, a obra conta a história de uma velhinha muito simpática que possuía uma cantina na escola e adorava alimentar as crianças com as suas gostosuras. Como o prazer estava em ver todos comendo, ela cobrava baratinho pelos lanches e a criançada que não pode ver doces e salgados aproveitava.

Mas todo mundo sabe que alimentos cheios de doces e gorduras faz mal, não é mesmo?! E criança se preocupa com isso? Para elas, muitas vezes, o que importa mesmo é o sabor, e nada mais saboroso do que uma torta recheada com chocolate ou morango, uma pizza de queijo e presunto e uma boa porção de batatas fritas! Hummmm

Ao contrário de dona Calabresa, dona Clara tinha uma cantina pouco movimentada, onde só tinham alimentos saudáveis: folhas verdes, beterrabas, grãos integrais e frutas. Mas quase ninguém parava lá. Parecia mesmo que esses tipos de alimentos não atraíam a atenção da garotada.
Enquanto os negócios iam muito bem para dona Calabresa, que não parava de vender os salgadinhos industrializados, as frituras e os doces, para dona Clara as coisas estavam muito difíceis e ela teve que fechar a cantina.

Sem dona Clara por perto, dona Calabresa passou a caprichar ainda mais nos saborosos quitutes. Desse jeito, pensava dona Calabresa, as crianças vão ficar viciadas em doces e nunca mais vão gostar de frutas!

Até os professores só compravam as merendas na cantina de dona Calabresa. O ano letivo foi passando e, de repente, já dava para notar que alguma coisa estranha estava acontecendo: as crianças estavam cada vez mais gordas. E não apenas as crianças, mas os professores também! O de Educação Física então, coitado! E até as baratinhas que ficavam na cantina não aguentavam mais andar de tanto comer.

As crianças estavam sempre cansadas, reclamavam que não dormiam bem e estavam pálidas. Alguma coisa tinha que mudar!! Onde estava a autoridade da escola?

E, de repente, lá vem ela: a diretora. Ela vê um enorme bolo e se aproxima do lixo. Será que ela vai jogá-lo na lixeira? Que nada! Ela comeu o bolo todinho!!

Mas a diretora começou a passar mal. Dona Calabresa, com medo, pegou os seus porquinhos cheios de moedinhas e fugiu, enquanto os alunos e professores chamavam um médico para socorrer a diretora.

Quando o médico chegou, logo ele verificou que a diretora estava muito, mas muito doente e explicou que: “Comer direito não é comer muito. Nem ser magra é garantia de que a senhora coma direito. Deve estar comendo tudo errado: muito sal, muito açúcar, não come frutas, não come verduras. Olhe essa cantina: que vergonha para a escola! Onde estão as frutas? É assim que a escola está educando essas crianças para um futuro melhor? Vão ficar obesos e fracos. Não vão conseguir aprender nada direito. Onde estão as vitaminas? As proteínas?”, disse o médico.

E foi assim que resolveram chamar dona Clara de volta. Com muito carinho e dedicação, dona Clara ensinou todos da escola, desde os alunos até os funcionários, professores e a direção a comerem alimentos saudáveis. E a cantina de dona Clara passou a ser muito movimentada.

Aproveite esta dica de leitura para conversar com os pimpolhos sobre a importância de comer alimentos saudáveis na escola e em casa!! Ah, e não deixe de selecionar o lanche das crianças!!

Título: A cantina de dona calabresa
Autora: Liana Leão
Editora: Cortez




Intolerância à lactose em crianças muda rotina e hábitos alimentares

Para Cledinalva, todo cuidado é pouco quando o assunto é leite
Foto: arquivo pessoal
Desde que as gêmeas Maria Alice e Maria Adélia nasceram, a vida de Cledinalva Nunes mudou completamente. O sonho de ser mãe veio acompanhado dos desafios que esta missão exige e de muitos sustos. O primeiro deles foi o parto prematuro das meninas, com sete meses de gestação. Já o segundo tinha como sinal choro constante, diarreia e vômito. Ela nem podia imaginar que a causa era apenas uma: intolerância à lactose.

“Relatamos à pediatra o fato e por conta da insistência e constância com que íamos à emergência a mesma pediu que suspendêssemos o leite e fizemos uso do leite de soja. Por serem duas, elas já estavam fazendo ingestão de leite (nan pro) para complementar a mama. Começamos então a usar um leite de soja holandês mais ou menos aos 6 meses de idade, o que mudou totalmente os hábitos fisiológicos delas e melhorou a saúde”, afirma Cledinalva.

Assim como Maria Alice e Maria Adélia, inúmeras crianças sofrem com a incapacidade que o corpo possui em digerir lactose, que é um tipo de açúcar encontrado no leite e em outros produtos lácteos “Muitas pessoas confundem até hoje a Intolerância à Lactose e Alergia à Proteína do Leite de Vaca. São coisas totalmente diferentes. A Intolerância à Lactose ocorre quando o organismo não produz ou produz de forma insuficiente uma enzima chamada Lactase, que quebra e decompõe a lactose. Como consequência, essa substância chega ao intestino inalterada. Ali, ela se acumula e é fermentada por bactérias que fabricam ácido lático e gases, promovem maior retenção de água e o aparecimento de diarreias e cólicas”, explica a nutricionista materno infantil, Micheane Alves.

A deficiência de lactase pode ser classificada de duas maneiras: primária e secundária. Na primária, a criança já nasce com propensão a tê-la, como no caso das gêmeas; já na secundária, a intolerância é adquirida ao longo da vida, em virtude de problemas intestinais. “Os sintomas variam de acordo com a maior ou menor quantidade de leite e derivados ingeridos. Pesquisas mostram que 70% dos brasileiros apresentam algum grau de intolerância à lactose, que pode ser leve, moderado ou grave, segundo o tipo de deficiência apresentada, e melhoram com a interrupção do consumo de produtos lácteos. A intolerância à lactose antes do primeiro ano de vida é rara. É mais comum nessa faixa etária a Alergia à Proteína do Leite de Vaca”, aponta Micheane.

Atenção constante

O cuidado e a atenção de José Carlos e Cledinalva foram
fundamentais para que a intolerância das meninas fosse
identificada. Foto: arquivo pessoal
Os olhares atentos de Cledinalva e do marido José Carlos foram fundamentais para perceberem que havia algo errado com as meninas. Preocupados, correram para a emergência diversas vezes, além de consultas com a pediatra que pediu para que eles suspendessem a ingestão de leite pelas crianças. “Ainda não fizemos o teste de ingestão por o tipo de intolerância delas ser deficiência congênita, ou seja, por um problema genético, a criança nasce sem condições de produzir lactase (forma rara, crônica) e elas perderem muito peso  com facilidade”, conta Cledinalva.

E tudo mudou. Hoje, oito anos após o diagnóstico, a rotina da família é diferente da maioria. Além de ler todos os rótulos de alimentos, bem como manusear com muito cuidado aqueles que contêm lactose, Cledinalva fica atenta aos lanches na escola e até mesmo nas festinhas de aniversário que as meninas participam. “Em festas de aniversário temos o cuidado com a distribuição de guloseimas, de bolos e de salgados, por exemplo. Se vamos almoçar ou jantar fora sempre chamamos o garçom ou cozinheiro para perguntar como foi feito o arroz, o macarrão. Quando vamos viajar sempre levamos o lanche separado. Para a escola temos de enviar o lanche, inclusive em dias festivos. É uma vigilância constante. E, tivemos de aprender a conviver, principalmente, com os que acham que é ‘frescura’ e ‘bobagem' dentro e fora do círculo familiar”, diz.

Mas, o que fazer?

Ao notar que a criança chora constantemente, sente cólicas acompanhadas de diarreia e/ou vômitos, é necessário procurar ajuda médica. O pediatra é fundamental nesse processo, pois pode solicitar os exames específicos para o diagnóstico. É importante ressaltar que os pais devem ficar atentos e não agir sem a orientação de um profissional.

“Se não for bem tratada, a intolerância à lactose pode ir se agravando! É necessário, assim que for confirmado o diagnóstico na criança, procurar logo um profissional nutricionista para começar o tratamento, pois é preciso mudar a alimentação”, salienta Micheane.



Qual é a cor do amor?

Aprender as cores é tão legal, não é mesmo?! Lembro que quando eu era criança, eu costumava dar cor para os números, as palavras e até mesmo para os sentimentos. Ainda me lembro das cores que eu dava para algumas coisas, como, por exemplo, para os números (1 – branco; 2 – laranja; 3 – amarelo; 4 – azul; 5 – vermelho; 6 – rosa; 7 – preto; 8 – verde; 9 – marrom; 0 – branco e assim ia).

Mas, ainda bem que eu não sou a única! Olhem só esse elefante que decidiu descobrir qual a cor do AMOR!

Algumas pessoas dizem que é vermelha, já que o amor está relacionado às coisas do coração. Outras, podem ver o amor de diferentes cores. Ele pode ser colorido, preto e branco, cinza, rosa, azul... e até mesmo verde!

Insatisfeito com as respostas que ouve dos animais da floresta, ele corre para junto da mamãe, que lhe dá a melhor de todas as respostas. Quer saber qual? É só abrir as páginas deste livro encantador que conta com ilustrações e cores vibrantes para descobrir, ao lado dos pimpolhos, a verdadeira cor do amor

Esse livro é indicado para crianças com idades entre 4 e 7 anos.

Título: Qual é a cor do amor?
Autora: Linda Strachan
Editora: Brinque-Book


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