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A pequena Lana

 


A infância e as amizades que construímos durante esse período lindo da nossa vida são temas dessa delicada obra da escritora e ilustradora Silvana Rando. Na história, a pequena Lana é uma garota muito habituada a brincar sozinha. Entre fazer bolos de mentirinha com os insetos do jardim, crescer até ficar do tamanho de um dinossauro, cuidar dos pacientes de brinquedo e até mesmo salvar o planeta ao regar as plantas, Lana observa os seus dias passarem em tom agridoce – o que ela queria mesmo era ter um amigo para brincar junto. Até que um dia... "Buuum!"



Inspirada nas memórias de infância da autora, A pequena Lana é uma obra que aborda com extrema sensibilidade as delícias e as dores de ser criança. Um lindo e inspirador livrinho! Imperdível.




Livro: A pequena Lana



Autora/ Ilustradora: Silvana Rando



Editora: Brinque-Book




Joaninha Ana Joana: uma aventura surpreendente

 



Esta é a história de Ana Joana, uma joaninha que, cansada da vida que levava, decidiu alçar voo em busca de novas aventuras. Nessa jornada, Ana Joana não apenas descobre um mundo totalmente novo para ela, mas, também, o valor das novas experiências e da amizade.



 

A autora Luciana Faganello narra as vivências de Ana Joana com ludicidade e de maneira divertida mostra a importância das boas amizades. O livro dá lições de como a amizade é super importante para o bom desenvolvimento.



Essas vivências fazem com que a criança se identifique com o outro e se reconheça através da interação. Além disso, abre espaço para as habilidades interpessoais essenciais para a vida coletiva, como a construção de relacionamentos, a convivência e a lealdade. Ótima leitura!




Livro: Joaninha Ana Joana: uma aventura surpreendente




Autora: Luciana Faganello




Editora: Amarilys





ABECÊ da liberdade

 

Esse lindo livrinho conta a história de Luizinho. Um menino que morou em Salvador, na Bahia, no início do século XIX. Sua mãe, uma negra africana que chegou ao Brasil como escrava, se chamava Luiza Mahin.





Luiza era muito valente e depois de conseguir sua própria liberdade passou a lutar pela emancipação de outros escravos. Mas ela se envolveu em tantas revoltas que precisou fugir de Salvador, deixando Luizinho aos cuidados do pai. Ninguém sabe o nome do pai de Luizinho, apenas que era branco e que vendeu o filho como escravo.





O menino foi então parar no Rio de Janeiro, onde viveu muitas aventuras. Com muita determinação e seguindo os conselhos deixados por sua mãe, Luizinho conseguiu reescrever sua história. Muitos anos depois, se tornaria o famoso escritor, advogado e abolicionista Luiz Gama, responsável pela libertação de centenas de escravizados.





Escrito especialmente para crianças, este livro faz parte das Historinhas do Brasil: uma coleção que reconta, de forma criativa, fatos importantes da história política, social e cultural do Brasil. Imperdível!




Livro: ABECÊ da liberdade



Autores:  José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta



Ilustradora: Edu Oliveira



Editora: Companhia das Letrinhas



Aqui também




Será que somos tão diferentes assim de quem vive longe de nós? O livrinho Aqui também vai nos mostrar que não. 


Com um projeto gráfico que nos leva a girar o livro a cada virar de página (assim como a rotação do nosso planeta), a autora Paula Frankel nos fala sobre alteridade, sobre como somos diferentes e, ao mesmo tempo, iguais em muitas coisas.


É um livro que nos ensina que há algo, intangível e belo, que nos une a todas as outras pessoas do mundo. Uma linda lição de compreensão das diferenças para refletirmos com nossos pequenos! Imperdível



Livro: Aqui também



Autora: Paula Frankel



Editora: Callis











Pedro e Tina (uma amizade muito especial)

 


Pedro fazia tudo torto. Se quisesse desenhar uma linha, ela saía torta. os cordões de seus sapatos nunca estavam bem amarrados. Já Tina fazia tudo certinho. Um dia, eles se encontraram e Pedro ficou encantado com o jeito de Tina fazer tudo certinho, mas Tina bem que gostaria que tudo que fizesse não fosse tão perfeito.





A história de Pedro e Tina nos mostram como as características de cada pessoa podem contribuir para melhorar uma amizade. Cada um com suas características, complementando o outro. Um texto no qual o autor Stephen Michael King trabalha a descrição de personalidades e habilidades, explorando as noções espaciais e a atividade criativa, sempre acompanhado de lindas ilustrações que conferem à leitura um ritmo especial. Imperdível!




Livro: Pedro e Tina (uma amizade muito especial)


 



AutorStephen Michael King




Editora: Brinque-Book

 



Estabelecer rotina é essencial para desenvolvimento infantil

 

Aloma usa o lúdico para estabelecer rotina familiar


Segundo estudos na área de psicologia, programar e estabelecer momentos para fazer as refeições, tomar banho, estudar, estar com a família e para brincar, é claro, auxilia na construção de uma relação familiar mais harmônica e saudável. Para a psicóloga Marízia Cruz, a criança nasce como um livro com todas as páginas em branco. “Essas páginas vão sendo escritas durante os primeiros sete anos, em que se forma a sua personalidade, gerada pelos relacionamentos, e pelo ambiente que traz elementos que ficam registrados por toda a vida. Cabe aos pais, cuidadores, e todos aqueles que convivem com as crianças, dar o contorno a essa “escrita” por estabelecer limites de uma forma lúdica e compreensível para a criança”, analisa.



Para a comunicóloga Aloma Brito, mãe de três filhos em idades diferentes, a rotina é algo essencial para qualquer pessoa. “Na vida de uma criança ou de um adolescente é importante uma organização mínima. Nesse contexto de pandemia, então, é imprescindível. A nossa família vem tentando manter a disciplina. Meus filhos, por exemplo, mesmo tendo aulas de forma virtual, assistem devidamente uniformizados, para que não se perca a referência da convivência em sala de aula com os colegas”, argumenta.



Rotina significa pensar em regularidades de horários e sequências de ações. No caso da comunicóloga, isso pode se tornar um desafio mais significativo. “Para nós, que temos filhos em idades distintas, um adolescente de 15 anos, um pré-adolescente de 11 e a caçula de 4, é um desafio. São necessidades diferentes, eles gostam de coisas diferentes, mas, mesmo nesse contexto, procuramos delegar responsabilidades. Todos têm participação na rotina da casa. A gente se diverte de maneira conjunta, mas as obrigações são coletivas também! Se uma lava, o outro enxuga e o outro guarda."



Aqui no Meu Catavento Colorido, sempre estimulamos o acesso a leitura. A psicologia aponta que os livros podem ser fonte de inspiração para que pais e filhos encontrem ajudas para a organização do seu dia a dia. Muitas obras infantis ajudam a visualizar conflitos nas rotinas familiares e apresentam, com narrativas sensíveis e belas ilustrações, diferentes soluções para o desenvolvimento de hábitos e rotinas. A leitura faz parte da nossa disciplina. Eu procuro incutir, desde a tenra infância, o gosto pela leitura. A leitura tem um papel importante no estabelecimento de relações, no comunicar, em ter referências positivas, argumentos”, conclui Aloma. 



Principalmente nos tempos em que vivemos, para as crianças, a repetição de tarefas, com horários definidos durante a semana como tomar banho, almoçar, jantar, entre outras, ajuda a oferecer mais estabilidade e conforto e ainda pode evitar comportamentos ansiosos. Não é uma tarefa fácil, mas é possível!

 


Tem um porco na minha casa!

 


Você já imaginou ter que viver com um porquinho dentro de casa? 



Mas tenha calma, não estamos falando de um porco qualquer. Esse porquinho é muito especial... e você vai amá-lo! O livro Tem um porco na minha casa! traz, de forma metafórica e com muito bom humor, um tema transformador na vida das crianças: a chegada de um irmãozinho.



O delicado tema da chegada de um novo bebê a família é tratado de maneira lúdica e bem-humorada. As ilustrações são muito expressivas, complementam o texto e estimulam a imaginação. A história aborda com muita sensibilidade a relação que existe entre irmãos, que ora é de conflito, ora é de muito afeto e companheirismo

Imperdível, não é mesmo?




Livro: Tem um porco na minha casa!


Autora: Cláudia Souza


Ilustrações: B. Sarkis


Editora: Callis




 

O pato poliglota

De um lado, uma menina que ama animais. Do outro lado, um gato e um cachorro que se odeiam... do outro lado, um pato poliglota. Como assim? Pois é, um pato que fala muitas línguas. E é ele quem dá nome ao livro que indicamos hoje.

Em meio aos muitos desafios do cotidiano, a obra apresenta uma reflexão sobre as diferenças, sobre o respeito e sobre a comunicação. Quando falar? Quando silenciar? Ao mesmo tempo em que é necessário falar, é também necessário silenciar... e assim vamos, aos poucos, compreendendo. Ah, e a compreensão também é uma forma de respeito!

Não tenho dúvidas que o pequeno leitor vai se identificar com esse livro. Boa leitura!

Livro: O pato poliglota

Autor: Ronaldo Simões Coelho

Editora: FTD (1ª edição - 1 de janeiro de 2017)


Um outro olhar: musicalização infantil amplia a percepção do mundo

Ajudar as crianças a desenvolverem o gosto pela música, mas também estimular a vivência artística, a expressão corporal, a inteligência, além da percepção visual, auditiva e tátil. Estes são alguns dos benefícios da musicalização infantil. Ao aprender a tocar um instrumento, o ritmo ou uma canção, os meninos e as meninas passam a ver o mundo com um olhar mais sensível.

Para falar sobre este assunto, a equipe do Meu Catavento Colorido entrevistou o pedagogo e especialista em Arte-educação, Maxwell Otton, que também cursa Licenciatura em Música. Confira este bate-papo:

Meu Catavento Colorido - O que é a musicalização infantil e qual a importância de se trabalhar a música na infância?

Maxwell Otton - A musicalização infantil é uma poderosa ferramenta para o desenvolvimento psíquico e motor dos educandos. Inserir, de forma lúdica, a criança desde cedo nesse universo sonoro é fomentar a compreensão dos elementos musicais como ritmo, melodia e harmonia.

Meu Catavento Colorido - De que forma a musicalização infantil contribui para o desenvolvimento das crianças, de modo especial no desenvolvimento intelectual? Além disso, como a música pode ser considerada instrumento importante na aprendizagem dos pequenos?

Maxwell Otton - A música proporciona o desenvolvimento cognitivo, desenvolvimento da lectoescrita, desenvolvimento psicomotor, para além de ajudar no processo de socialização dos educandos.

Meu Catavento Colorido - Qual a idade ideal para inserir as crianças no universo musical?

Maxwell Otton - Existem pesquisas que mostram que desde a fase uterina ou pré-natal as crianças respondem aos estímulos musicais. Acredito que, com o intuito de formar músicos ou musicistas, 5 anos é uma boa idade para começar.

Meu Catavento Colorido - Neste tempo de pandemia, é comum escutar pais e mães se queixando do estresse cada vez mais presente na vida das crianças. De que maneira a música pode ser aliada para diminuir o estresse nos meninos e nas meninas?

Maxwell Otton - A depender do grau de estresse, seria interessante experimentar Musicoterapia. A Musicoterapia ativa diversas regiões do cérebro; uma delas, o hipotálamo, que regula a temperatura e a ansiedade.

Meu Catavento Colorido - Que orientação você pode deixar para os adultos que ainda não conseguiram ver a música como meio eficaz no desenvolvimento das crianças?

Maxwell Otton - Buscar se informar sobre o assunto e incorporar uma diversidade musical à rotina das crianças, considerando a sua faixa etária.





Uma lagarta muito comilona

Era uma vez uma lagarta, dessas que a gente vê em árvores. Essa lagarta bem verdinha e cheia de patinhas andava por todos os cantos... mas, não só andava como comia tudo o que via pela frente. TUDO?! Sim, TUDO, inclusive as páginas de um livro.

A história da lagarta está inserida em um contexto que conta os dias da semana: segunda, terça, quarta, quinta, sexta-feira, sábado e domingo... segunda, terça, quarta, quinta, sexta-feira, sábado e domingo... ops, repeti?! No livro os dias da semana também são repetidos e isso ajuda as crianças pequenas a memorizarem! Ah, elas também aprendem, com este livro, a contar de 1 até 10!

Vamos mergulhar nessa leitura? Anota aí:

Livro: Uma lagarta muito comilona

Autor: Eric Charlie

Editora: Callis (1ª edição - 18 de maio de 2011)





Muito cansado e bem acordado

O seu filho ou a sua filha costuma dormir cedo? Ao deitar, eles dormem logo, ou ficam rolando em cima da cama? Se para algumas crianças dormir é complicado, imagine para alguns bichinhos que não conseguem parar quietos na cama!

Pois é, o porco-espinho, o jacaré, o pelicano, a raposa e o burrico estão muito, muito cansados e dormindo em sono profundo. Por outro lado, a foca está super acordada e o pior: preocupada com o que ela tem para fazer. Mas, será que a falta de sono da foca atrapalha os outros bichinhos que continuam dormindo? Se eles acordarem, qual será a atitude deles?

Para saber as respostas, bata conferir o livro "Muito cansado e bem acordado". Você vai se divertir junto com os pequenos!

Livro: Muito cansado e bem acordado

Autor: Susanne Straber

Tradução: Júlia Bussius

Editora: Companhia das Letrinhas (1ª edição; 1997)


Onde eles estão?

Desaparecimento de três meninos no Rio de Janeiro chama atenção para este gravíssimo problema enfrentado por milhares de famílias

O dia 27 de dezembro de 2020 nunca será esquecido pelas famílias de Alexandre da Silva, Lucas Matheus da Silva e Fernando Henrique Soares. As crianças de 10, 8 e 11 anos, respectivamente, saíram para brincar juntas em um campo de futebol que fica ao lado do condomínio onde moram, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, e nunca mais foram vistas.

Desde que o sumiço foi notado, as famílias iniciaram as buscas e um boletim de ocorrência foi registrado na Polícia Civil. Mais de 40 câmeras foram analisadas pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, mas nenhum registro que mostrasse os meninos foi encontrado. Enquanto isso, nestes 17 dias, Lucas, Alexandre e Fernando integram a lista de crianças e adolescentes desaparecidos no Brasil.


Dados do Conselho Federal de Medicina apontam que, no Brasil, a cada ano são registrados, em média, 50 mil casos de desaparecimentos de crianças e adolescentes. Além disso, embora a maioria dos desaparecimentos tenha solução nas primeiras 48 horas, cerca de 20% dos meninos e das meninas não são localizados por um longo período de tempo. Para se ter uma ideia, no estado do Rio de Janeiro – onde os meninos sumiram -, o SOS Crianças Desaparecidas – iniciativa ligada à Fundação para a Infância e Adolescência – registrou 148 casos em 2019. Desde que foi criado, em 1996, o SOS contribuiu para que 80,41% dos desaparecidos fossem encontrados. No entanto, 577 permanecem apenas na memória das famílias. 

O desaparecimento de Alexandre, Lucas e Fernando chama a atenção para este gravíssimo problema. No ano de 2019 passou a valer a Lei Federal 13.812, que institui a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas e cria o Cadastro Nacional de Pessoas

Desaparecidas. “A busca e a localização de pessoas desaparecidas são consideradas prioridade com caráter de urgência pelo poder público e devem ser realizadas preferencialmente por órgãos investigativos especializados, sendo obrigatória a cooperação operacional por meio de cadastro nacional, incluídos órgãos de segurança pública e outras entidades que venham a intervir nesses casos” (cf. Art. 3º).


Quem tiver informações sobre os meninos deve entrar em contato com a Fundação para a Infância e Adolescência (FIA), através dos telefones (21) 2286-8337 / 98596-5296; ou ainda pelos telefones que foram disponibilizados pelos familiares: (21) 97675-8424 / 98167-5857 / 97467-3043.


Diante deste gravíssimo problema que é o desaparecimento de crianças e adolescentes, nós destacamos algumas recomendações aos pais e/ou responsáveis:


- Logo que a criança nascer garanta o Registro de Identidade Civil (RG);

- Oriente as crianças a não conversarem com pessoas que elas não conheçam e a não fornecer nenhum tipo de informação, nem a receber doces e brinquedos;

- Fique atento ao seu filho! Seja na rua, no parque ou até mesmo em casa, fique sempre “de olho” para saber onde e com quem ele está;

- Acompanhe sempre os seus filhos no uso da internet;

- Nunca autorize que as crianças brinquem na rua sem a supervisão de uma pessoa adulta conhecida.



Como é bom ser gentil


É comum escutarmos que"gentileza gera gentileza", não é mesmo. Apesar de ser uma frase tão repetida, ela é verdadeira: quando somos gentis percebemos que todas as pessoas ao nosso redor também se tornam gentis. 

Assim como a frase, ser gentil deveria ser corriqueiro entre todos. "Bom dia", "por favor", "obrigado", "me desculpe", "como vai?", "precisa de alguma coisa?" deveriam ser palavras acompanhadas de gestos utilizados diariamente. 



Pensando nisso, a nossa dica de hoje é um livro bem fofinho sobre a gentileza, afinal é ainda pequenina que a criança aprende a respeitar e a ajudar a todos. 



Boa leitura e boa conversa com os pequenos!



Livro: Como é bom ser gentil



Editora: Ciranda Cultural (1a edição, 2017)



Indicação: bebês até crianças de 3 anos





Como ser amigo

 

Ai, como é bom ter amigos! Os amigos são os nossos irmãos que nasceram em famílias diferentes, mas que seguem ao nosso lado em muitos momentos importantes. Ao lado deles nós rimos, choramos, brincamos, vivemos muitas e muitas aventuras que fica até impossível contar todas. Repito: como é bom ter amigos!

A amizade deve ser construída sobre a rocha, com valores como lealdade, sinceridade, verdade e honestidade. São valores como esses que ajudam a firmar as boas amizades.

Pensando nisso, a nossa dica de hoje é o livro "Como ser amigo": uma doce leitura que vai ajudar as crianças a fortalecerem os laços, mas também a teremos novos e bons amigos.

Livro: Como ser amigo
Autora: Molly Wigand
Editora: Paulus Editora (1ª edição, 1º de março de 2014)




Primeiros animais: tocar e sentir

Você já observou como os bebês são curiosos, gostam de pegar em tudo, de subir em todos os lugares? Você também sabia que tocar em objetos com diferentes texturas ajuda os pequenos no que diz respeito ao aprendizado?

Pois é! Além de aprender com mais facilidade, ao tocar em texturas diversas a criança também tem a oportunidade de desenvolver a memória. E é pensando nisso que a nossa dica de hoje é o livro Primeiros animais: tocar e sentir. 

Nesta obra, os meninos e as meninas terão a oportunidade de conhecer os animais pelas cores e texturas. 

Vale a pena conferir! 

Livro: Primeiros animais: tocar e sentir 

Editora: Yoyo Books; 1ª edição (1 abril 2018)








Atividades físicas são fundamentais para o bom desenvolvimento das crianças

Seus filhos, netos, sobrinhos ou afilhados costumam praticar atividades físicas? Você sabe da importância? Para se ter uma ideia de como é fundamental para o bom desenvolvimento, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que crianças dos 2 aos 5 anos façam duas horas de atividade física, pelo menos; e aquelas com idades entre 6 e 17 anos devem se exercitar uma hora por dia (de domingo a domingo).

Para falar sobre este assunto importantíssimo não só para a saúde do corpo, mas também para a saúde da mente dos pequenos, o Meu Catavento Colorido entrevistou a professora Maria Clara Moraes, que é profissional de Educação Física (CREF 5557 G/BA), pós-graduada em Educação Física Adaptada e criadora do perfil no Instagram Crescer em Movimento. Confira este bate-papo:

Meu Catavento Colorido - Qual a importância da atividade física para as crianças?

Professora Maria Clara Moraes - Antes de tudo vou explicar que existe uma diferença de conceitos entre atividade física e exercício físico. A atividade física é qualquer movimento que a pessoa faz de forma intencional (voluntária), mas sem planejamento. Por exemplo: lavar louça, pentear os cabelos, caminhar no shopping, brincar... Já o exercício físico é todo movimento planejado e estruturado a fim de atingir determinados objetivos: melhoria da capacidade cardiorrespiratória, aumento da força, flexibilidade etc. Embora conceitos diferentes, os dois são muito importantes para a manutenção da saúde de qualquer pessoa, inclusive crianças.

Muitos estudos afirmam que crianças com um estilo de vida saudável têm mais possibilidades de se tornarem adultos fisicamente ativos, prevenindo ou atrasando o aparecimento de doenças crônico-degenerativas, como obesidade, hipertensão e diabetes. Além disso, estimular a prática de atividades físicas é oportunizar vivências que vão contribuir para o aumento de seu repertório motor (coordenação motora ampla e fina, tônus muscular, equilíbrio, lateralidade, esquema corporal).

Meu Catavento Colorido - De que forma a atividade física colabora para a saúde mental das crianças?

Professora Maria Clara Moraes - Nesta resposta vou substituir a expressão “atividade física” pelo “brincar”, que é uma forma de atividade física. A criança nasceu para brincar. Ela é ávida por brincadeiras, pois é assim que ela se desenvolve.

Para Sigmund Freud, a brincadeira possuía um papel importante no desenvolvimento emocional das crianças. Ele acreditava que através das brincadeiras as crianças seriam capazes de remover sentimentos negativos associados a acontecimentos traumáticos.

Brincar é um processo profundo no qual a criança aprende habilidades sociais, passa a entender sobre limites, a resolver problemas, desenvolver autonomia e autoestima. Além de melhorar a qualidade do sono e de sua qualidade de vida de forma geral.

Meu Catavento Colorido - Quais são os primeiros passos para que as crianças possam iniciar alguma atividade física?

Professora Maria Clara Moraes - Escutar a criança. É importante que ela demonstre interesse em praticar alguma atividade. Ela não está ali para atender as expectativas dos pais. Então, não adianta forçar uma menina a fazer ballet se ela não gosta de estar ali. É preciso ter prazer no que está fazendo. Se ela gostou do que fez, ela vai querer voltar.

Meu Catavento Colorido - Quais são os impactos da falta de atividade física na infância?

Professora Maria Clara Moraes - O comportamento sedentário é um fenômeno que ocorre mundialmente com a chegada das novas tecnologias (tablet e celulares) e também atinge as crianças. Além disso, não se pode mais brincar na rua como antigamente e o impacto disso é o aumento de casos de obesidade infantil e a carência em desenvolver habilidades cognitivas, motoras e sociais, tão importantes na infância. Limitar o mundo da criança em apenas conteúdos escolares e ao “tempo de tela” é fechar uma janela de oportunidades para seu desenvolvimento pleno como ser humano.

Meu Catavento Colorido - Que mensagem você gostaria de deixar para os pais?

Professora Maria Clara Moraes - É importante ter tempo de qualidade com os filhos. Se permita estar presente plenamente quando estiver junto e sem se distrair com os celulares. Aconselho menos brinquedos e mais brincadeiras. Entendo que muitos pais tentam substituir suas ausências, por diversos motivos, ofertando muitos brinquedos, mas essa atitude não ajuda a criança, só faz com que elas queiram sempre mais, gerando uma eterna insatisfação. Tentem esgotar todas as possibilidades desse material antes de passar para um próximo. Isso estimula as crianças a serem mais criativas.

Criem atividades junto com seus filhos, pintem, dancem, explorem diversos ambientes, alturas e texturas, jogos de imitação e faz de conta. Brincar é vínculo e afeto. Se conecte com a sua criança interior e com a(s) criança(s) que vocês tem em casa.



Alfabeto de histórias

 



 

Um livrinho que convida as crianças para uma leitura cheia de significados. Para cada letra do alfabeto, o autor Gilles Eduar criou uma história engraçada e cheia de brincadeiras. Os textos curtos trazem o máximo de palavras com a letra em questão, sempre mostrando bichos em situações fora do comum.



Além disso, o autor propõe atividades para o leitor interagir com o livro e relacionar texto e imagem. Cada história acompanha uma ilustração que esclarece palavras desconhecidas do leitor e inclui situações diversas que possibilitam a criação de novas cenas.

Sua criança vai enxergar o “abecê” por um novo prisma!



Livro: Alfabeto de histórias



Autor: Gilles Eduar



Editora: Ática





O menino que tinha medo de errar


Era uma vez um menino chamado Pedro, que tinha muito medo de errar. Por causa desse sentimento, Pedro preferia ficar sempre sozinho, longe dos amigos, para não correr o risco de fazer alguma brincadeira de mau gosto.Quando ia para a escola, Pedro ficava super nervoso, porque naquele ambiente era muito mais fácil cometer erros, fosse na sala de aula, fosse na hora do recreio. Mas, o que fazer para mudar esse medo que o Pedro sentia? Foi necessária a ajuda de uma fada para que o menino pudesse experimentar muitas aventuras. Mergulhe nesta aventura!

 




Livro: O menino que tinha medo de errar



 

Autor: Andrea Viviana Taubman



Editora: Zit; 1ª edição (1 abril 2012)

 



Faixa etária: Acima dos 6 anos



Ou isto ou aquilo

 


A vida é feita de escolhas, já diziam as nossas avós. E não é que eleas estavam certas? Todos os dias somos convidados a escolher entre uma coisa e outra; entre um caminho e outro; entre uma comida e outra; entre um meio de transporte e outro; entre descansar ou aproveitar e adiantar os trabalhos; entre estudar e brincar... e assim vai!

Ou isto ou aquilo! Este é o título do livro escrito pela conhecida escritora Cecília Meirelles. Publicada em 1964, a obra continua atual e encantando crianças e adultos. No caso dos pequenos, a leitura deste livro pode ajudar no processo de discernimento. Conversando com os meninos e meninas, a partir desta obra, é possível apontar caminhos e ajudá-los a escolher entre o bem e o mau, entre a alegria e a tristeza: Ou isto ou aquilo.



Livro: Ou isto ou aquilo



Autora: Cecília Meirelles



Ilustrador: Odilon Moraes



Editora: Global Editora



Lançamento: 1964 (1ª edição); 2012 pela Global Editora







Histórias de Polliana


Comer, brincar, dormir, ir à escola, ir ao parque... rezar! As crianças também precisam aprender a falar com Deus, a agradecer! Pensando nisso, Polliana Guimarães Jardim escreveu um livro que é de criança para criança. Intitulado "Histórias de Polliana", a autora mostra aos pequenos a importância da oração, a partir da experiência que vivencia diariamente com a própria família.


Com uma linguagem leve e divertida, o livro apresenta, também, espaço para desenhar, pintar, além de caça-palavras e outras histórias, como sobre ter irmãos. Vale a pena conferir!


Livro: Histórias de Polliana


Autor: Polliana Guimarães Jardim


Editora: Canção Nova

Indicação: de 5 a 8 anos


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